O Atlético-MG entra na Vila Belmiro neste sábado, às 20h, com objetivo simples e revelador: transformar duas vitórias consecutivas em três. A série curta que Eduardo Domínguez tenta montar tem valor simbólico e prático. Mais do que somar pontos, o Galo precisa demonstrar que a reação vista recentemente não é apenas episódica.

A última vez que o clube emplacou três vitórias seguidas no Brasileirão foi em novembro de 2023, sob o comando de Luiz Felipe Scolari, com Paulinho em destaque no setor ofensivo. Naquele período o time derrotou Goiás e Grêmio em casa e venceu o Flamengo por 3 a 0 no Maracanã; chegou a um quarto triunfo sobre o São Paulo antes de perder para o Bahia e encerrar o campeonato em terceiro lugar.

A sequência perdida é mais que estatística: faz parte de um padrão de irregularidade que custou caro. Em 87 rodadas — o equivalente a dois Brasileiros — o Atlético não repetiu três triunfos seguidos. Entre 2024 e 2025, em 76 rodadas, o time conseguiu duas vitórias consecutivas em apenas cinco ocasiões, e precisou lutar contra a zona de rebaixamento. Essa oscilação ampliou a cobrança sobre elenco e direção.

O ano de 2026 começou mal com Jorge Sampaoli, e a melhora coincidiu com a chegada de Domínguez. As vitórias sobre Chapecoense, fora, e Athletico-PR, na Arena MRV, deram fôlego. Agora o desafio é provar que a recuperação tem continuidade: um triunfo na Vila aliviaria a pressão imediata, mas a obrigação é outro — transformar episódios positivos em consistência, caso contrário a cobrança vai voltar a crescer.