Aos 48min56s do segundo tempo, um lançamento de Lyanco na área deixou a defesa do Juventude desnorteada e Alan Minda apareceu para empurrar a bola às redes: o gol que classificou o Atlético às quartas da Copa do Brasil e evitou disputa por pênaltis. As imagens repercutiram pelo detalhe: o árbitro Flávio Rodrigues de Souza surge com o apito na boca, em postura que indicava encerramento, até o passe mudar o quadro.
A partida, no entanto, seguia dentro do tempo apontado pela arbitragem — havia sido sinalizado que o jogo iria até os 49 minutos — e o lance ocorreu dentro do período estipulado. Em campo, Bernard afirmou não ter visto tudo no instante, foi avisado por companheiros e acabou brincando com Lyanco pelo lançamento tardio; a sensação principal no vestiário do Galo foi de alívio.
Do lado do Juventude houve reação: jogadores e membros da comissão ensaiaram reclamação e o auxiliar técnico foi expulso após o apito final, episódio que foi contornado depois. A vitória também tem impacto direto no caixa do clube: a classificação rende R$4 milhões em premiação. O adversário das quartas será definido por sorteio da CBF; antes disso, o Atlético volta ao Brasileirão no sábado, contra o Remo, no Mangueirão.
Além da festa, o episódio acende um alerta interno: depender de momentos dramáticos para avançar traz desgaste para elenco, comissão e torcida. A equipe comemorou, mas terá de corrigir detalhes defensivos e evitar que decisões nos acréscimos sejam rotina — sobretudo num calendário apertado, em que a margem de erro é cada vez menor.