Foi sufoco do começo ao fim — e daquele tipo que faz a Massa prender o ar. Mesmo derrotado por 2 a 0 pelo Montevideo City Torque no Centenário, o Atlético-MG segurou a classificação para a final da Copa Sul-Americana porque já tinha construído a vantagem de 3 a 0 na ida, na Arena MRV.
O jogo em Montevidéu teve desfecho dramático: Kevin Silva marcou perto do apito final e, já nos acréscimos, Gary Kagelmacher fez o segundo. Os gols do time uruguaio criaram um momento de pânico e deixaram a vaga em xeque por alguns segundos, até o apito confirmar a passagem do Galo à decisão.
O episódio expôs, no entanto, uma falha clara de concentração nos minutos finais e gerou cobrança imediata sobre a proteção defensiva e a gestão de jogo de Eduardo Domínguez. Não se trata de catastrofismo: os números agregados garantiram o objetivo, mas a oscilação poderá custar caro numa final diante do Boca, adversário de peso.
Com a vaga assegurada, o Atlético agora mira a decisão em Barranquilla, dia 21 de novembro, contra o Boca Juniors. Antes disso, o time tem compromisso importante no Brasileiro: enfrenta o Flamengo no Maracanã na segunda-feira, às 20h — jogo que já surge como teste para saber se as correções ocorreram a tempo.
A torcida pode e deve celebrar a classificação, mas a pergunta fica: quereremos enfrentar uma final continental com as mesmas falhas vistas nos minutos finais em Montevidéu? A resposta do elenco e da comissão técnica nas próximas semanas vai dizer se o Galo chega ao duelo com condições reais de brigar pelo título.