O Atlético-MG viaja a Cusco (3.399 m) nesta quarta, às 21h30 (de Brasília), com a missão de manter uma escrita que já dura dez partidas contra clubes peruanos: sete vitórias e três empates. A invencibilidade vale não só prestígio, mas também a liderança do Grupo B da Sul-Americana.
A série começou em 1993, pela extinta Conmebol: empate por 1 a 1 no Peru e vitória por 1 a 0 no Independência, com gol de Valdir Benedito. Em 1997, nas semifinais da competição que o clube faturou naquele ano, o Universitario foi batido duas vezes — Valdir Bigode marcou fora e fez dois na vitória por 4 a 0 em Belo Horizonte (Jorginho, Marques e Cairo também marcaram nas séries).
Quase duas décadas depois, o Galo voltou a impor-se: derrotou o Melgar por 2 a 1 em Arequipa e goleou por 4 a 0 no Mineirão, com gols de Tiago, Carlos, Lucas Pratto e Robinho. Mais recentemente, na Libertadores de 2023, Igor Gomes e Hulk foram decisivos em jogos contra adversários peruanos — ambos ainda constam no elenco, mas perderam espaço — e, na Sul-Americana do ano passado, o confronto com o Cienciano terminou em dois empates (0 a 0 e 1 a 1), com Lyanco anotando em BH.
A partida em Cusco chega em cenário conturbado. Hulk, alvo de negociações, foi visto atendendo torcedores na porta do CT e fez gesto de carinho a fãs, mas o clube optou por preservar titulares e enviar um time de reservas à altitude. A decisão busca equilibrar desgaste físico, calendário e riscos, mas também coloca em xeque a manutenção do tabu e a disputa direta pela liderança do grupo — cabe aos reservas provar que o Galo continua forte longe de casa.