A Massa saiu incomodada da Arena MRV: o Galo teve o controle do jogo, criou volume e não conseguiu traduzir isso em três pontos diante da lanterna. No 1 a 1 com a Chapecoense, o sentimento é de oportunidade perdida — dois pontos que podem pesar lá na frente na corrida por uma vaga na Libertadores.
O time entrou com alterações e um ataque mais móvel. Alan Minda funcionou como elemento de movimentação pelo centro e pelos lados, e o Atlético acelerou pelas pontas para gerar infiltrações. Logo nos primeiros minutos o domínio ficou claro, mas faltou capricho na conclusão e até um gol foi anulado por impedimento em uma das boas chances criadas.
O cenário virou no fim do primeiro tempo, quando a Chapecoense aproveitou uma das raras chegadas e saiu em vantagem. Na etapa final, Domínguez tentou corrigir a falta de presença na área ao colocar Cassierra, peça que trouxe o perfil de referência na frente. Foi o atacante quem, servido por Bernard, encerrou o jejum de 19 jogos e igualou o marcador.
Mesmo com o empate o time seguiu pressionando, mas esbarrou na compactação adversária e em decisões apressadas no último terço. O resultado deixa claro um problema prático: volume sem eficiência não vale pontos. Para a reta final do Brasileirão, o Galo precisa transformar posse e chances em gols — ou corre o risco de pagar caro numa disputa tão apertada.