A Massa saiu do Mineirão com a sensação de que poderia ter sido melhor. O Galo controlou o jogo, criou volume e lotou o estádio — mais de 35 mil presentes —, mas voltou a pagar caro por uma pontaria irregular. No momento mais decisivo da temporada, um empate com a lanterna vira sinal de alerta.

Os números confirmam: 66% de posse, 11 finalizações só no primeiro tempo e 15 ao todo. Porém, as chances claras não foram convertidas. Sem Reinier, machucado, e com Cassierra em jejum até o gol salvador, a opção por começar sem um centroavante referência deixou dúvidas sobre o ajuste tático que Barba precisará fazer nas próximas semanas.

“Temos obrigação de melhorar”, disse Eduardo Domínguez.

A Chapecoense achou um contra-ataque em um meio-campo exposto e abriu o placar com Dudu. O Galo pressionou, teve oportunidades com Natanael, Fred e Cuello, e só conseguiu o empate quando Bernard encontrou Cassierra na pequena área — fim de jejum e alívio para a torcida. Mesmo com intervenções de Lodi e Castaño, o problema maior segue sendo a eficácia no último terço.

Resultado que preserva a margem de ataque para a briga por vaga na Libertadores, mas não a amplia. Se a linha de frente não se reencontrar, cada ponto perdido nas rodadas finais pode cobrar preço. A torcida apoiou até o fim; agora exige, com razão, soluções rápidas do técnico e do elenco para manter viva a ambição do Galo.