Depois da vitória sobre o líder do Brasileirão, havia expectativa por um Atlético-MG mais consistente na Arena MRV. Em vez disso, o time voltou a mostrar limitações: empate sem gols com o Juventude e rendimento aquém do necessário. Domínguez manteve a base usada contra o Palmeiras, mas surpreendeu ao escalar Dudu no lugar de Preciado — opção ofensiva que não surtiu o efeito desejado.

O Galo controlou a posse no primeiro tempo, mas esbarrou na falta de velocidade para furar a marcação do Juventude. As melhores tramas saíram pelo lado esquerdo, com combinações entre Bernard e Lodi, e uma chance clara que terminou por cima do gol. Do outro lado, o rival soube proteger bem a área e, nos minutos finais da etapa, chegou a levar perigo com uma finalização que tocou o travessão.

No segundo tempo o cenário virou: o Atlético perdeu organização, com mais erros técnicos e menos intensidade. Domínguez tentou alterar o ritmo com as entradas de Cuello e Minda, que deram mais velocidade ao ataque, mas faltaram decisões coletivas e eficiência na última bola. A melhor oportunidade veio em cobrança de falta de Igor Gomes, com a bola no travessão — sinal de que criação houve, mas não foi convertida em gols.

O empate reforça um problema recorrente: atuações irregulares que surgem justamente quando o time poderia embalar. Após o clássico com o Cruzeiro e agora diante do Juventude, o Galo repetiu oscilações que complicam a trajetória na Copa. A vaga às quartas permanece em aberto; para decidir em Caxias, o time precisará mais organização, mais velocidade e, sobretudo, maior capacidade de ser letal nas chances criadas.