A gente chega em Curitiba sabendo que não é jogo qualquer. Desde 2016, em nove confrontos com mando do Athletico, os números favorecem o Galo: cinco vitórias mineiras, dois triunfos paranaenses e dois empates. O histórico dá confiança, mas o cenário atual impõe cuidado.
O Athletico-PR entra na partida invicto em casa há 12 jogos e defende a terceira colocação. No returno tem aproveitamento de 67% como mandante (2 V, 2 E, 0 D), abaixo dos 77% do primeiro turno (7 V, 2 E, 1 D). A defesa, que no turno teve média de 0,60 gol sofrido por jogo como segunda melhor casa, já mostrou sinais de oscilação: foram quatro jogos sem sofrer gol em dez partidas, mas só um jogo sem gol nos quatro do returno.
O Galo chega competitivo — tem uma derrota nas últimas 11 partidas (6 V, 4 E, 1 D) —, mas há preocupação na retaguarda. No returno a resistência defensiva melhorou em alguns indicadores (passou de um gol a cada 12,8 finalizações contrárias para um a cada 14,2), porém a equipe sofre mais finalizações por jogo (17,8 no returno contra 14,1 no turno). Entre os visitantes, o Atlético tem a sexta campanha do returno (1 V, 2 E, 1 D).
O confronto expõe uma disputa clara de perfis: o Athletico se mostrou eficiente em casa no returno (um gol a cada 7,5 finalizações e média de 15,0 arremates por jogo), o que aponta potencial ofensivo real. Para a gente, a leitura é óbvia: manter consistência fora e ajustar marcação são pré-requisitos. Se o Galo conseguir segurar os espaços, volta com ponto alto — e a Massa espera nada menos do que isso.