A evolução do Atlético sob Eduardo Domínguez ficou mais nítida no returno do Brasileirão. Em 12 partidas, o time somou 25 pontos — 69% de aproveitamento —, apenas dois pontos atrás do Flamengo, que tem 27 pontos (75%) no mesmo recorte. A diferença curta no desempenho revela que o Galo, que viveu momento de instabilidade após a derrota por 4 a 0 no primeiro turno, conseguiu transformar reação em consistência.

A base dessa mudança é defensiva. O Atlético passou a atuar com linhas mais compactas e melhor articulação entre defesa e meio-campo, o que reduziu espaços e chances adversárias. O resultado está nos números: a equipe figura entre as três melhores defesas do campeonato, indicador claro de que o equilíbrio defensivo virou alicerce para buscar resultados com regularidade.

No ataque, Domínguez também achou soluções práticas: o meio-campo participa mais da construção, as pontas têm capacidade de vencer duelos individuais e há referência de área para aproveitar oportunidades. Esse equilíbrio entre setores permitiu ao time manter compactação sem abrir mão de velocidade nas transições. Como mandante, a Arena MRV virou vantagem tática e emocional — a derrota por 4 a 0 no primeiro turno acabou sendo a última como mandante no período.

O efeito político-interno é imediato: a pressão sobre o treinador diminuiu e a ideia de identidade ganhou força, mas o desafio agora é sustentar o nível até o fim. Para a Massa, a mensagem é clara: o Galo deixou de ser convidado e passou a competir de igual para igual com os favoritos. Resta transformar esse momento em sequência para brigar lá em cima.