A janela de transferências do futebol brasileiro se encerrou na sexta-feira (11) e o Atlético não fará mais contratações na temporada. A diretoria seguiu a estratégia anunciada no meio do ano: evitar grandes gastos para preservar a saúde financeira e buscar apenas reforços pontuais e oportunidades de mercado — linha que norteou toda a movimentação do clube.
No balanço prático, o destaque foi a concretização de um sonho antigo: a chegada do meia Fred, vindo do Fenerbahçe. O clube pagou cerca de 2 milhões de euros fixos (aproximadamente R$ 12 milhões) e ainda prevê até 500 mil euros (cerca de R$ 3 milhões) em bônus por metas esportivas. Além dele, chegaram Léo Duarte, sem custos vindO do futebol turco, o atacante Thiago Borbas por empréstimo do Red Bull Bragantino e o volante Kevin Castaño, emprestado pelo River Plate.
Também houve saídas relevantes: Hulk rescindiu e acertou com o Fluminense, enquanto Junior Alonso foi transferido para o Atlanta United — ambos sem custos para os compradores. Jogadores em fim de ciclo deixaram o clube e o Galo aproveitou a janela para emprestar jovens em busca de minutos, casos de Iván Román (Colo-Colo), Rômulo (Criciúma) e Iseppe (Nacional, Madeira).
O recado administrativo é claro: disciplina fiscal e escolhas cirúrgicas em vez de gastos volumosos. A leitura esportiva, porém, aponta desafios imediatos: integrar Fred e extrair impacto rápido, ao mesmo tempo em que o time perde referências como Hulk e repõe nomes majoritariamente por empréstimo. A aposta funciona se houver retorno esportivo imediato; caso contrário, o clube terá que lidar com pressão por resultados e uma cobrança crescente sobre opções táticas e reforços futuros.