O Atlético encerrou a janela de início de temporada com sete reforços anunciados — Angelo Preciado, Renan Lodi, Maycon, Tomás Perez, Victor Hugo, Alan Minda e Mateo Cassierra —, mas a diretoria reconhece que o elenco ainda tem lacunas. A impressão é de que as chegadas não cobriram todas as deficiências apontadas pela comissão técnica e pela própria gestão.
Na avaliação pública do clube, os setores que exigem atenção são a zaga e o primeiro volante. Paulo Bracks, CSO do Galo, deixou claro que o clube seguirá atento ao mercado e que a movimentação mais robusta pode ocorrer na janela do meio do ano, que abre em 20 de julho. A volta de Lyanco reduz uma urgência imediata, mas também amplia a necessidade de decidir saídas entre os seis zagueiros do elenco.
"Temos muitas opções na zaga, mas buscamos perfis diferentes e podemos trazer reforços no meio do ano", afirmou Paulo Bracks.
Algumas negociações chegaram a avançar na temporada, mas não se concretizaram. O zagueiro Kevin Lomónaco, do Independiente, teve propostas recusadas pelo clube argentino — inclusive oferta por 50% dos direitos e alternativa de empréstimo com obrigação de compra. No meio, circularam nomes como Lucas Torreira, que declarou estar satisfeito no Galatasaray, e o sonho de torcida Fred, hoje no Fenerbahçe com contrato até 2027, o que complica qualquer tentativa de repatriamento.
O problema prático para o Atlético não é apenas identificar alvos, mas montar operações que façam sentido financeiro e abram espaço no elenco. Se não houver vendas ou ajustes, a repetição de erros de gestão do plantel pode virar preço político para a direção e para o técnico Eduardo Domínguez, especialmente diante de um início de Brasileiro irregular — o time ocupa a 13ª colocação com oito pontos — e com mata-matas pela frente na Copa do Brasil e na Sul-Americana.
O calendário deixa o Galo com tempo para planejar, mas a margem para erro encolhe. A janela de julho será um termômetro da capacidade do clube de transformar diagnóstico em reforços efetivos e de equilibrar pacote técnico e financeiro. Para torcedores e diretoria, a expectativa agora é por movimento objetivo: não apenas nomes, mas soluções que melhorem o desempenho e reduzam a pressão sobre o projeto de temporada.
"Se não trouxemos agora, a intenção é realizar um movimento na janela de julho para ajustar o elenco", completou o dirigente.