O empate com o Bahia deixou o Atlético-MG em situação incômoda ao fim do primeiro turno. Com 25 pontos em 19 jogos — aproveitamento de 43% — o clube registrou a segunda pior campanha da última década nessa fase, ficando atrás apenas de 2017, quando somou 23 pontos e acabou fora da Libertadores.

O dado fica mais preocupante diante do desempenho de concorrentes: o Bragantino aparece com 52% de aproveitamento e tem cinco pontos a mais, com um jogo a menos. No discurso oficial, o CEO Pedro Daniel reiterou que a volta ao torneio continental é a principal meta da temporada; na prática, a equipe ainda depende também de resultados na Copa Sul‑Americana e na Copa do Brasil para cumprir esse objetivo.

Em coletiva, o técnico Eduardo Domínguez reconheceu que há um padrão de queda de rendimento na segunda metade do Brasileiro em temporadas recentes e pediu atenção para não repetir os mesmos erros. A admissão pública evidencia a pressão por mudanças táticas e por melhor gestão do elenco em um momento em que resultados e desempenho não têm convencido.

A sequência não facilita: o Galo visita o líder Palmeiras no domingo, em São Paulo, na abertura do segundo turno. Mais que pontos, o confronto terá peso político interno — um mau resultado ampliará a cobrança sobre diretoria e comissão técnica; uma reação imediata é necessária para evitar que a ambição da Libertadores vire uma fonte constante de críticas.