A Massa chega ao Mineirão com razão para otimismo: o Atlético é o melhor mandante do returno, com cinco vitórias e um empate, o ataque mais eficiente em casa (12 gols, média 2,00) e apenas quatro gols sofridos em seis partidas. A invencibilidade como dono do estádio já soma 15 jogos (10 vitórias e 5 empates), cenário que transforma o confronto em obrigação de aproveitamento máximo.
O duelo, porém, promete ser mais aberto do que brigado. Desde o primeiro turno, as duas equipes registram as menores médias de ações de combate (desarmes + faltas): o Coritiba é o que menos desarma (12,0) e menos comete faltas (10,8), somando apenas 22,8 no returno; o Atlético não fica muito atrás, com 25,3 ações e sendo o segundo que menos desarma (13,2). Isso tende a favorecer jogos de maior posse e criação em vez de truncagem.
Do lado visitante, os números acendem um sinal: o Coritiba tem a pior defesa do returno como visitante, sofrendo 2,40 gols por partida, e também permite o maior volume de finalizações adversárias fora de casa (23,6 por jogo). São brechas que o Galo, com seu poder ofensivo em casa, precisa explorar — especialmente transformando chances em gols antes que o jogo escape em um equilíbrio técnico.
No aspecto tático, a receita é clara e exige atenção: impor ritmo, controlar a posse e evitar relaxo defensivo diante de um adversário que busca espaços. Para o Atlético, vencer em casa não é só manter números; é também pressionar por sequência de pontos e consolidar a vantagem no returno. Para a torcida, fica a expectativa de ver o time jogar com inteligência e converter favoritismo em resultado.