Eduardo Domínguez completou seis jogos no comando do Atlético-MG e a única peça do ataque com alguma regularidade é Hulk: titular em cinco partidas, nunca substituído, com 512 minutos disputados e uma assistência. Apesar da presença do camisa 7, o time marcou apenas dois gols no período — um dado que pesa sobre a avaliação do treinador.

O restante do setor ofensivo sofreu rodízio constante. Cuello foi titular em três jogos; Cassierra e Reinier, em duas ocasiões cada; e Dudu começou uma partida. Minda ainda não estreou como titular e viajará com a seleção do Equador na pausa da Data Fifa, ficando fora das opções de Domínguez para os próximos compromissos.

Hulk foi titular em cinco das seis partidas sob comando de Eduardo Domínguez, acumulando 512 minutos em campo.

Algumas alterações partiram de escolhas táticas, outras refletem respostas insuficientes dos escalados. Na derrota para o Fluminense, por exemplo, o técnico aproximou Bernard e Victor Hugo de Hulk em busca de profundidade e criatividade, sinal de que a resposta ofensiva ainda não veio de forma consistente.

O rodízio exibe um problema prático: dificulta a construção de entrosamento entre os meias e os atacantes e atrasa a formação de uma referência clara no ataque. Para um clube que disputa títulos e precisa de regularidade no Brasileiro, essa indefinição tende a aumentar a cobrança sobre a comissão técnica e a exigir ajustes rápidos.

A pausa traz prazo para correções, mas também limita opções — Minda estará ausente pela seleção. O próximo teste será em 2 de abril, contra a Chapecoense, na Arena Condá. Se a produtividade não subir, Domínguez verá a pressão por definição tática e resultado crescer nas próximas rodadas.

O ataque do Atlético-MG marcou apenas dois gols nas seis partidas do treinador, evidenciando falta de eficiência ofensiva.