O Galo fez a Massa cantar mais uma vez: 1 a 0 sobre o Coritiba na Arena MRV, gol de Igor Gomes aos 32 minutos do segundo tempo. Em jogo de criação escassa e atacantes em baixa, a vitória veio na insistência e na mudança de ritmo promovida por Eduardo Domínguez — e isso, para quem vive a emoção do campeonato, vale ouro.
Domínguez poupou boa parte do time titular por causa das semifinais da Copa do Brasil e da Sul‑Americana: apenas Natanael e Delfim começaram como referenciais. O primeiro tempo foi de pouco brilho; no retorno, o técnico percebeu a necessidade de mexer e lançou Castaño, Lodi, Victor Hugo e Cuello. Foi dessa sequência que nasceu a jogada do gol: Alexsander conduziu, acionou Victor Hugo, que achou Natanael; o lateral cruzou por baixo e Igor Gomes apareceu livre para tocar para a rede.
O desempenho coletivo expôs pontos de atenção. O Atlético criou pouco, sofreu com atacantes apagados e viu Pedro Morisco brilhar no Coritiba — inclusive segurando finalizações que poderiam decidir antes. Pérez foi o mais lúcido na distribuição, enquanto Cissé se mostrou desconectado e Alan Minda ficou aquém do esperado. Thiago Borbas teve utilidade no esforço de pressionar, mas saiu sentido na coxa direita e preocupa para os próximos jogos. Pascini chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por impedimento.
No fim, a leitura é dupla: a vitória reforça a força do elenco em casa e a capacidade de Domínguez de administrar partidas e desgaste; ao mesmo tempo, escancara a carência de criatividade ofensiva quando os titulares não estão em campo. A Massa pode comemorar, mas a equipe precisa afinar a produção para chegar nas decisões com mais tranquilidade — e o Galo, como sempre, vai cobrar e exigir evolução.