Se você é da Massa já sabe: o Galo virou o tal “inimigo do fim”. Em uma sequência que atravessa Copa do Brasil e Sul-Americana, o Atlético-MG fez gols decisivos depois dos 40 minutos nas partidas de volta, carimbando vagas e transformando sofrimento em classificação.
Os números e os protagonistas estão na memória: Cuello apareceu nos acréscimos contra o Bragantino (48') e diante do Santos (47'), levando a disputa às penalidades — e no embate com o Santos Gabriel Delfim brilhou nas cobranças com três defesas. Na Sul-Americana o adversário nas semifinais será o Montevideo City Torque, com ida dia 14/10 na Arena MRV e volta em 21/10 no Centenário. Na Copa do Brasil, o roteiro se repetiu: Kauã Pascini marcou aos 45' contra o Ceará e, com Everson pegando pênaltis, o time avançou; Alan Minda definira aos 49' contra o Juventude; e Fred apareceu aos 43' no clássico para carimbar a vaga nas semifinais contra o Grêmio — jogos previstos entre 1° e 8 de novembro, a confirmar pela CBF.
A narrativa é dupla. Por um lado, revela caráter: time que não se entrega e tem jogadores decisivos em momentos cruciais. Por outro, expõe uma dependência de lampejos individuais e de pernas nos minutos finais, situação que eleva a tensão, cobra custo físico e pode virar problema diante de adversários mais organizados. Chegar às semifinais é grande mérito; manter regularidade sem depender só dos acréscimos será o teste seguinte.
No fim, a torcida celebra — e com razão —, mas também pede mais: que o Galo transforme essa capacidade de decidir em consistência, e não em hábito de salvar-se por milagre. Aos rivais, fica o recado: a gente sofre, mas segue em frente. Agora é hora de provar que não é só amor pelo drama, e sim futebol para ir até o fim.