Ver a H2 Bet estampada na nossa camisa diante do Red Bull Bragantino na Arena MRV foi desconfortável para parte da Massa — e legítimo. Mas é preciso separar a frustração da explicação: o clube seguiu o que a legislação provisória permite enquanto tramita o ajuste.
A Medida Provisória 1.394/2026 estabeleceu um período de adequação e autorizou a manutenção de materiais e patrocínios já firmados até segunda-feira (5). No fim de semana, São Paulo e Corinthians também usaram marcas de casas de apostas; o Santos optou por remover a Novibet antes do prazo.
A controvérsia logo saiu do campo e foi para o tribunal. Diversos clubes — entre eles São Paulo, Ponte Preta, Vitória, Guarani e Portuguesa — pediram participação na ação que contesta a constitucionalidade da MP no Supremo. A movimentação indica uma disputa jurídica e uma busca por prazo maior para contratos existentes.
Além do debate legal, há impacto direto nas finanças: dirigentes de outros clubes já sinalizaram perdas relevantes, e a retirada abrupta de receitas obriga revisões orçamentárias e renegociações. Para o Galo, como para concorrentes, a escolha até aqui foi usar a margem legal disponível enquanto se avaliam os próximos passos.
No fim, o torcedor quer clareza: o time entrou em campo e a marca estava lá; agora cabe à diretoria explicar como vai administrar contratos, buscar segurança jurídica e mitigar efeitos no planejamento. A tensão não some só porque o jogo terminou — e a Massa terá razão em cobrar respostas.