O Atlético-MG tem Deivid Washington, de 21 anos, na lista de alvos para reforçar o setor ofensivo. A ideia do clube é viabilizar a chegada do atacante por empréstimo, uma solução típica diante de restrições orçamentárias, mas o negócio esbarra na prioridade do Chelsea por uma venda em definitivo.
Revelado nas categorias de base do Santos, Deivid ganhou projeção jovem e foi vendido ao Chelsea em 2023 por cerca de 15 milhões de euros — valor que na época equivalia a aproximadamente R$ 80 milhões. Na Inglaterra, o brasileiro não conseguiu se firmar: atuou principalmente nas equipes de base dos Blues e teve apenas três partidas pelo time principal.
Em 2025, o atacante retornou ao Santos por empréstimo para buscar sequência e disputou 22 partidas, com dois gols antes de voltar ao Chelsea ao fim da cessão. O histórico recente explica por que o Chelsea prefere recuperar parte do investimento por meio de uma transferência definitiva, medida que conflita com a estratégia financeira do Galo.
A confirmação do técnico Eduardo Domínguez de que o clube procura um 'homem-gol' deixou claro o caráter emergencial da demanda. Mas a postura administrativa — que evita grandes gastos após movimentações na janela de janeiro — reduz as opções do Atlético e amplia o risco de atraso na solução para o ataque. Se a negociação por Deivid não avançar, o clube terá de ampliar o radar por alternativas mais baratas ou aguardar movimentos do mercado, o que pode cobrar preço esportivo no curto prazo.