O Atlético-MG intensificou o garimpo no futebol africano após o êxito de Mamady Cissé e já tem um acerto encaminhado: o meia-atacante nigeriano Taiwo Maamun, de 17 anos, que defende o 36 Lion FC, desembarca no Brasil em setembro, quando completa 18 anos, para se apresentar ao clube. Outro nome monitorado é o também nigeriano Abass Olasunkanmi, de 17 anos, do Beyond Limits FC, mas ainda sem acordo firmado.

A opção por reforçar a base com jogadores vindos da África não é casual. O progresso de Cissé, natural da Guiné, tornou-se referência interna: descoberto em um torneio de juniores, captado pelo CIGA e integrado ao sub-20 em maio de 2025, o volante passou por um processo planejado de adaptação — com suporte linguístico, trabalho físico e nutricional individualizado — que resultou na promoção ao profissional e em 19 partidas na temporada, com dois gols.

Dirigentes do clube destacam que replicar esse modelo exige estrutura e paciência. A aposta em jovens estrangeiros pode oferecer talentos com custo menor e potencial de valorização, mas depende de planos claros para adaptação cultural, linguística e física — pontos que o Atlético já testou com Cissé e pretende formalizar para os próximos acertos. Sem essa infraestrutura, o risco é dispersar investimento sem garantir desempenho.

No curto prazo, a chegada de Maamun reforça a política do clube de abastecer a base com promessas internacionais e cria expectativa sobre como a diretoria vai sustentar o ciclo de integração. O acompanhamento de Abass e outros nomes mostra que o Galo busca ampliar o funil de captação, mas terá de replicar o suporte individualizado que transformou Cissé em caso praticável para não ver a estratégia ficar só no papel.