A Massa vai à Arena MRV nesta semana com motivo de sobra: o empate por 1 a 1 no jogo de ida deixa o duelo com o Internacional completamente em aberto. Quem vencer no tempo normal garante a vaga na semifinal da Copa do Brasil Feminina; um novo empate no placar agregado levará a decisão para as cobranças de pênaltis.

O cenário é claro e exige atitude do Galo dentro de casa. Jogar em BH dá vantagem logística e apoio da torcida, mas não apaga o risco da loteria dos pênaltis — caminho que pode decidir a campanha sem que o melhor em campo prevaleça. Para o projeto do clube no futebol feminino, avançar às quatro melhores representa ganho de competitividade e visibilidade que a equipe precisa capitalizar.

No quadro mais amplo das quartas, apenas Fluminense, RB Bragantino e Bahia entram com vantagem no agregado; a Ferroviária precisa recuperar um déficit contra o Bragantino. Isso aumenta a pressão sobre o Atlético-MG: além de avançar, é importante evitar desgaste físico e emocional que uma disputa por pênaltis costuma gerar às equipes nas fases finais.

A responsabilidade fica com as jogadoras e, claro, com a Massa — apoio e presença podem fazer diferença num confronto equilibrado como esse. Se o Galo quiser seguir sonhando com o título, a ordem é decidir a vaga em campo, sem deixar que a incerteza das cobranças defina o rumo da campanha.