A Massa pode soltar o grito: o Galo voltou a uma final continental. Depois de confirmar a vaga na noite de quarta-feira, o Atlético-MG vai medir forças com o Boca Juniors na decisão da Copa Sul-Americana, marcada para 21 de novembro no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla. É um momento de festa, mas também de responsabilidade — o clube tem pela frente um adversário tradicional e uma final em campo neutro.
A campanha do Atlético tem sustentação: liderança da chave na fase de grupos, com dez pontos, e passagem direta às oitavas. No mata-mata, o time superou o Red Bull Bragantino com um gol nos acréscimos que garantiu a classificação, eliminou o Santos nas quartas nas cobranças de pênaltis e confirmou a vaga na semifinal com a vitória de 3 a 0 na Arena MRV contra o Montevideo City Torque — resultado que acabou sendo confirmado na disputa no Uruguai.
Do outro lado, o Boca chegou à final após trajetória também com percalços: caiu na Libertadores e entrou na Sul-Americana, avançando por playoffs. Os argentinos passaram pelo O'Higgins nos pênaltis, derrotaram o Recoleta e superaram o São Paulo nas fases seguintes. A vaga veio diante do Vasco: derrota na Bombonera e reação no Maracanã, com vitória por 3 a 1 que carimbou o passaporte para a decisão.
Tecnicamente, trata-se de um confronto de estilo e história — o Galo com campanha consistente e estabilidade; o Boca, com tradição continental e recente trajetória pela Sul-Americana. Para a torcida atleticana, é chance concreta de título e prestígio internacional; para o clube, oportunidade de rentabilizar imagem e celebrar um troféu que amplia o currículo. Agora começa a preparação: viajar para a Colômbia, ajustar elenco e aproveitar a chama da Massa. Barranquilla espera — e o Galo vai com fome.