O Atlético-MG perdeu por 2 a 0 para o São Paulo neste sábado, no Morumbi, e viu interrompida a sequência invicta de 14 jogos sob o comando de Eduardo Domínguez. A derrota era, em grande medida, uma escolha consciente da comissão técnica: rodar peças e preservar o elenco para as decisões nas copas do Brasil e Sul-Americana.
Com time alternativo, o Galo sofreu com a precisão e intensidade do adversário: foram 23 finalizações sofridas contra apenas quatro arremates do Atlético. No primeiro tempo, faltou conexão entre defesa e ataque; a equipe foi pressionada na saída de bola e teve dificuldade para encaixar transições ofensivas, o que resultou em pouco perigo real ao gol são-paulino.
Na etapa final, Domínguez promoveu entradas importantes — Fred, Cassierra e Vitor Hugo — e ganhou mais controle de posse. Ainda assim, uma alteração tática que centralizou Alan Franco ao lado de Alexsander abriu corredores nas laterais, deixando os laterais expostos. Foi por esses espaços que o São Paulo construiu as jogadas dos dois gols, sem que o Galo conseguisse reagir a tempo.
A derrota é incômoda, mas de efeito prático limitado: o resultado não compromete a colocação imediata na tabela nem altera a sequência de jogos decisivos nas copas. O rodízio cumpriu parte do objetivo de oxigenar titulares, embora a mudança tática e a falta de intensidade exponham pontos a ajustar antes do duelo com o Santos pela Sul-Americana.