O Atlético Mineiro estreou mal na fase de grupos da Copa CONMEBOL Sul‑Americana: derrota por 2 a 1 para o Academia Puerto Cabello nesta quarta-feira, no Estádio Misael Delgado, em Valência (Venezuela). Com equipe alternativa — num claro esforço de priorizar o Brasileirão — o Galo teve rendimento irregular e saiu penalizado por erros pontuais.

Os problemas começaram cedo: o time ficou exposto no primeiro gol e, no lance do segundo, perdeu o duelo aéreo para Ramos. A defesa, como um bloco, teve dificuldade para coordenar coberturas e posicionamento, sobretudo pelo lado esquerdo, onde nasceram as jogadas que resultaram nos gols dos donos da casa.

O time alternativo mostrou falta de entrosamento e cometeu erros que custaram caro já no primeiro tempo.

Apesar de controlar a posse em alguns momentos, o Atlético não transformou volume em chances claras. A produção ofensiva foi tímida, com pouca profundidade e decisões equivocadas na hora de acelerar jogadas. Houve movimentação pelo meio-campo e empenho individual, mas faltou entrosamento para ameaçar com consistência.

O resultado acentua um problema que já vinha aparecendo: a fragilidade do elenco alternativo quando exigido em competições paralelas. A derrota deixa escapar pontos importantes na rodada de abertura e aumenta a cobrança sobre a gestão de prioridades do clube — é preciso calibrar rotações sem comprometer a competitividade continental.

A cena em Valência serve como alerta. O Galo só terá a Sul‑Americana pela frente se voltar a apresentar consistência defensiva e maior clareza ofensiva nas próximas partidas do grupo. Para evitar que a estratégia de rodagem vire perda de competitividade, será necessário ajustar peças e práticas já nas próximas semanas.

A derrota liga o sinal de alerta para o restante da Sul‑Americana e complica a margem de erro do Galo.