A zoeira tomou conta da Arena MRV antes mesmo do apito final: a Massa transformou a festa da classificação em provocação direta ao Santos. O mascote do Atlético entrou em campo puxando uma boia inflável em formato de peixe — que foi chutada e arrastada — e a torcida emendou gritos direcionados a Neymar.
O alvo não foi escolhido ao acaso. Apesar de não ter jogado por lesão, Neymar apareceu no centro das provocações depois de suas reações ao público no jogo de ida, quando chegou a chamar o Galo de pequeno. A resposta atleticana veio com clara intenção de devolver o desaforo.
Nas redes sociais, o clube amplificou a provocação: postagens fizeram referência ao filme 'Procurando Nemo', alteraram escritas relacionadas a tatuagens do atacante e chegaram a publicar imagem de uma lata de sardinha com a legenda 'Peixe vencido'. Também houve trocadilhos com Gabriel Delfim, responsável por decidir a série de pênaltis.
No campo, porém, houve motivos esportivos para a euforia. A classificação às semifinais da Sul‑Americana teve atuação destacada de Cuello e, principalmente, o peso decisivo de Delfim, que defendeu três cobranças na disputa por pênaltis. O resultado garantiu não só a vaga, mas também a celebração barulhenta da arquibancada.
A provocação do Galo repercute além dos muros da Arena MRV: é resposta à afronta e sinal de que a torcida não engoliu o que foi dito no jogo de ida. Para os atleticanos, a noite ficou marcada pela mistura entre desempenho decisivo e a zoeira que faz parte da rivalidade — com Neymar e o Santos no centro da provocação.