O Galo voltou a mostrarquela não veio à Baixada para entregar os pontos. Num jogo de idas e vindas, o Atlético-MG arrancou um empate por 2 a 2 com o Athletico-PR, na 29ª rodada, e manteve viva a perseguição ao G-5 — compromisso que a diretoria havia prometido preservar após as boas campanhas nas copas.
O Furacão começou melhor e abriu o placar cedo, com Vargas: o chute desviou em Lyanco e enganou Delfim. O empate veio ainda no primeiro tempo, em cobrança de falta de Bernard que teve desvio contra de Viveros. O Alvinegro cresceu depois disso, criou chances com Reinier e Cuello, mas esbarrou nas próprias finalizações e nas defesas de Delfim.
Na segunda etapa o jogo seguiu tenso e com alternativas para os dois lados. Domínguez mexeu no meio — Castaño e Tomás Pérez entraram —, mas a partida ganhou drama quando Pérez foi expulso após falta em Viveros. Com um a menos, o time se fechou; ainda assim, uma falha defensiva de Lyanco permitiu que Viveros recolocasse o Athletico à frente.
Se a noite parecia perdida, veio a redenção: nos acréscimos Lyanco recebeu de Borbas e bateu forte para empatar. O roteiro, com o zagueiro oscilando entre erro e golaço, sintetiza o jogo do Galo: personalidade para reagir, mas também falhas que pedem ajustes — sobretudo na precisão das conclusões e na coordenação defensiva em momentos decisivos.
No balanço final, o ponto vale mais pelo caráter do time do que pelo placar. A Massa pode cobrar correções, mas tem motivos para acreditar: o clube vende caro qualquer colocação na tabela. Resta agora transformar essa casca em regularidade até o fim da temporada e converter resistência em vaga direta na Libertadores.