O Atlético-MG devolveu confiança ao torcedor com uma atuação de reação: 3 a 1 sobre o Fluminense na Arena MRV e um desempenho que reconcilia time, comissão técnica e arquibancada. Eduardo Domínguez escalou força máxima — apenas Maycon e Lodi foram preservados — e o Galo conseguiu impor o tradicional "fator casa" num jogo que começou com muitas dúvidas.
O primeiro tempo deixou a preocupação em evidência: criação travada, poucas finalizações e cruzamentos que não encontravam ninguém na área. A conversa no intervalo mudou o cenário. O segundo tempo trouxe atitude reativa e a equipe, mais direta e objetiva, encontrou os gols que faltaram. Vitão, Reinier e Cuello balançaram as redes e coroaram a recuperação coletiva.
A solidez defensiva foi ponto positivo do jogo. A dupla e a transição do meio deram maior proteção à zaga, e o jovem Vitão teve papel de destaque, inclusive marcando seu primeiro gol como profissional. O Fluminense ainda diminuiu com Castillo, aproveitando saída ruim do goleiro Delfim, mas o resultado nunca ficou realmente em risco após os três gols iniciais.
Além da vitória, o jogo teve efeito psicológico: a arquibancada voltou a acreditar — com cantos de apoio e provocações ao rival Santos — e a comissão técnica ganha respiro antes do confronto de volta pela Sul-Americana, em que o Galo precisa reverter um 2 a 0. A dúvida fica no ataque: Reinier vive momento de redenção, mas a disputa com Cassierra segue em aberto para a quarta-feira decisiva.