O Atlético-MG voltou de Bragança Paulista com uma preocupação que extrapola a mera rotatividade do elenco: Lyanco saiu do jogo com dores na sola do pé esquerdo e será reavaliado nesta segunda em Belo Horizonte. O problema reacende a pergunta que já ronda o clube: quem será o zagueiro de banco no próximo domingo, quando o Galo enfrenta o Grêmio na Arena MRV?

A situação é resultado de uma conjunção de fatores concretos: Léo Duarte, recrutado para suprir a saída de Alonso, ainda não estreou após se lesionar em treinos; Vitão está entregue ao departamento médico com um problema muscular; Vitão e Léo são as esperanças de recomposição, enquanto Ivan Román foi cedido ao Colo-Colo. No momento a comissão técnica conta apenas com Ruan Tressoldi e Vitor Hugo como opções disponíveis para a dupla titular.

O técnico Domínguez demonstrou otimismo sobre os retornos, mas, na prática, a limitação de peças impõe escolhas pragmáticas. Se Lyanco for vetado, o time terá de abrir mão de um zagueiro reserva no banco ou improvisar laterais ou garotos da base como alternativa — decisões que reduzem margem de manobra diante de lesões, cartões ou necessidade tática durante a partida.

Mais que um problema pontual, o episódio expõe um vácuo de profundidade no setor defensivo do Galo e cobra do clube ritmo de recuperação e planejamento. Até a reavaliação médica, a partida com o Grêmio ganha contorno de teste para a capacidade do elenco suportar desgaste físico e para a gestão de risco da comissão técnica.