O Atlético-MG acumulou 50 gols em 37 partidas na temporada, mas o dado que preocupa é outro: dos 38 jogadores que entraram em campo até aqui, apenas 17 marcaram — 44,7% do elenco. A estatística revela ausência de um referência ofensiva clara e dificulta a construção de resposta consistente na reta decisiva do calendário.
A artilharia do time está pulverizada. Cassierra e Bernard aparecem com cinco gols cada — total que divide protagonismo com Hulk, que também teve cinco mas já deixou o clube rumo ao Fluminense. Em seguida vêm Renan Lodi, Victor Hugo, Reinier e Dudu, com quatro gols cada. Reinier e Dudu, porém, perderam espaço e são atualmente reservas no esquema de Eduardo Domínguez.
A saída de Hulk deixou um vácuo difícil de preencher. Cassierra e Alan Minda tiveram momentos de brilho, mas faltou regularidade e capacidade de decidir jogos com frequência. Para o técnico, a ausência de um artilheiro objetivo complica escolhas táticas e amplia cobrança sobre peças de ataque que precisam assumir protagonismo sem depender exclusivamente de variações de sistema.
O intervalo para a Copa do Mundo serve como período de ajustes: treinos na Cidade do Galo e avaliação do elenco antes do retorno, marcado para 21 de julho contra o Bahia, na Arena MRV. Se a solução não vier por maior eficiência ofensiva, o clube terá de ponderar estratégias e reforços — ou conviver com um ataque sem referência até o fim da temporada.