É verdade: o Atlético-MG terá quatro jogadores em campo na Copa do Mundo de 2026 — mas nenhum deles veste a camisa da Seleção Brasileira. O último atleticano a disputar um Mundial pelo Brasil foi em 2014, quando o clube teve presença dupla no elenco anfitrião.

Após o título da Libertadores de 2013, Felipão convocou Jô e o goleiro Victor para o Mundial no Brasil. Jô foi reserva imediato de Fred e entrou em três jogos: por 23 minutos no empate sem gols contra o México; por 56 minutos nas oitavas, no 1 a 1 com o Chile, avanço decidido nos pênaltis; e como titular na disputa pelo terceiro lugar, ocupando o ataque na derrota por 3 a 0 contra a Holanda no Mané Garrincha. Victor acompanhou a campanha do banco, atrás de Júlio César e de Jefferson.

Antes disso, Gilberto Silva havia sido convocado enquanto ainda defendia o Atlético, e foi peça-chave no título de 2002. Desde então, contudo, a presença de atleticanos nas convocações do Brasil para Mundiais se tornou rara — um dado que chama atenção diante da projeção internacional do clube e da frequência com que exporta atletas para seleções sul-americanas.

Para 2026 o Galo aparece com Junior Alonso (Paraguai) e os equatorianos Alan Franco, Preciado e Alan Minda. A ausência de brasileiros entre os convocados expõe uma mudança de perfil do elenco e reduz a visibilidade do clube na vitrine maior do futebol nacional. É um ponto que preocupa torcedores que enxergam na Seleção uma forma de prestígio e valorização do elenco — sem contar o efeito direto no mercado e na narrativa pública sobre a capacidade do clube de formar ou reter talentos para a Amarelinha.