A gente sentiu o golpe e a resposta quase imediata: menos de um minuto após o apito inicial, Fred já havia acionado Bernard, que dominou, driblou e abriu o placar — a Arena MRV explodiu. Foi o cenário ideal para começar a buscar a virada que o confronto exigia desde a partida de ida.

O Galo manteve o volume ofensivo e ampliou aos 20 minutos, em mais uma jogada iniciada por Fred e concluída por Reinier. Com dois gols cedo, o Atlético igualou o agregado e transformou o duelo em uma batalha de pressão. O Santos, no entanto, não se entregou: diminuiu em cobrança de falta que desviou em Lyanco e recolocou o rival em vantagem no saldo.

Ainda na primeira etapa, o time voltou a explorar a velocidade pelas laterais: Lodi achou espaço e cruzou para Reinier, que finalizou de primeira e recolocou o Atlético à frente no confronto. O primeiro tempo, portanto, acabou movimentado e favorável ao Galo. No segundo tempo, porém, o Santos conseguiu controlar mais a partida, o Atlético perdeu a fluidez e sofreu para criar — evidência de que o time, apesar da força caseira, ainda precisa ajustar a consistência por 90 minutos.

A decisão nas penalidades teve de tudo: cobrança firme da equipe e defesa decisiva nos pênaltis, com Gabriel Delfim assumindo o papel de herói e garantindo o 3 a 1 nas cobranças. A classificação traz confiança e mostra a força da Arena MRV; mas o sofrimento dos minutos finais também expõe falhas que precisam ser corrigidas caso o Galo queira ir mais longe. A Massa celebra, mas a cobrança segue — o caminho até a final exige menos oscilações.