O Atlético-MG repetiu desde o início da temporada que o retorno à Copa Libertadores de 2027 é a prioridade. O executivo Paulo Bracks reafirmou essa meta e listou as três rotas possíveis: classificação pela Copa do Brasil, através do título da Copa Sul-Americana, ou por colocação no Campeonato Brasileiro. A declaração busca tranquilizar a torcida, mas também expõe uma agenda competitiva e financeira que depende de resultados rápidos.
Na leitura do clube, a Copa do Brasil surge como a via mais curta: estão a quatro jogos de disputar uma final que, ao menos para o vice, garante vaga nas fases preliminares da Libertadores. A Sul-Americana passa pela dificuldade automática de ser campeão — o Atlético encara o Bragantino nas oitavas —; já o Brasileirão, onde o time soma 29 pontos, permanece como cenário mais longo e incerto para alcançar a meta.
O quadro traz um dilema prático: o retorno à principal competição sul-americana não é só um objetivo esportivo, tem impacto direto nas finanças, no calendário e no planejamento de contratações e elenco. Em paralelo, a campanha irregular na Série A — com desempenho semelhante ao de 2025 e dois pontos abaixo de 2024 — mantém a pressão. Resultado: o clube precisa equilibrar prioridades e administrar desgaste físico e risco de queda de rendimento.
Nos bastidores, a diretoria tenta agir em duas frentes: reforçar o elenco (como a chegada de Kevin Castaño) e usar as competições eliminatórias para garantir o acesso mais rápido possível. Para o torcedor, resta acompanhar se o time consolida uma sequência na Copa do Brasil ou se transformará a disputa continental em condicionante para investimentos e cobranças ao longo do Brasileiro.