O Galo saiu na frente no chamado apagão das bets: imagens do treino no CT desta segunda não mostraram a H2bet nos uniformes. A medida provisória que veta a veiculação de marcas de apostas fixou prazo até as 23h59, e os clubes adotaram posturas distintas para se ajustar à nova regra.
A mudança foi vista em outros times: o Flamengo já retirou a Betano de plataformas digitais e de materiais de treino, e o Botafogo promoveu uma limpeza ampla em site, e‑commerce e redes, removendo a VBet. Atlético-MG e Cruzeiro informaram que estão em processo de transição; o Cruzeiro confirmou a retirada até as 23h59 e mantém o mesmo preço para camisas com e sem o patrocínio na loja virtual.
Algumas equipes optaram por soluções mistas: o Palmeiras manteve a marca em vestuário da comissão técnica e tirou dos jogadores, enquanto o clube aguarda eventual liminar do STF; o São Paulo projetou remoções caso não haja decisão judicial favorável. Fluminense e Corinthians ainda exibiam patrocínios em publicações oficiais, mesmo com lojas físicas já comercializando camisas ‘limpas’.
O movimento evidencia um nó operacional e comercial: contratos, estoques e comunicação precisaram ser adaptados em horas, e a incerteza jurídica pode alterar o cenário. Para a Massa, a saída da H2bet do treino reduz uma poluição visual imediata, mas a convivência com camisas à venda e a luta judicial deixam o desfecho econômico e institucional em aberto.