O Atlético-MG somou a primeira vitória na Conmebol Sul-Americana ao superar o Juventud-URU por 2 a 1 na Arena MRV. Bernard e Mateo Cassierra marcaram em lances isolados que definiram o jogo, enquanto o Juventud diminuiu após erro de saída de bola que envolveu o goleiro Everson e o zagueiro Ruan Tressoldi. O resultado alivia momentaneamente, mas o conteúdo coletivo deixou várias interrogações.

A principal crítica do jogo voltou a ser a criação: o time teve dificuldade para articular jogadas, esbarrando em uma defesa adversária bem postada e em pouca inspiração dos meias. Houve intensidade em alguns momentos e participação de alas, mas as chances vieram mais por iniciativa individual do que por circulação e penetração coordenada. Um dos meias foi vaiado ao ser substituído, sinal de impaciência da torcida com rendimento abaixo do esperado.

Na defesa, o episódio da saída de bola que originou o gol uruguaio expôs dois pontos sensíveis: vulnerabilidade na tomada de decisão com a bola e falhas de comunicação entre goleiro e zaga. Ainda assim, a equipe teve um defensor que se destacou ao fechar espaços e dar segurança ao sistema, evitando que a partida se tornasse mais dramática. A substituição decisiva — a entrada do camisa 9 — mudou a dinâmica ofensiva e resultou no gol de Cassierra que selou o triunfo.

Taticamente, o time chegou a se perder, especialmente após a parada para reidratação no segundo tempo, quando perdeu coesão e passou a trocar menos passes verticais. A escalação com um meia deslocado para lateral direita cobriu espaços, mas deixou claro que ajustes de Domínguez ainda são necessários para equilibrar recomposição e capacidade criativa. A vitória mantém o Galo vivo no grupo, mas não resolve o déficit que tende a incomodar nas próximas rodadas.