A gente sentiu a tensão virar alegria: o Atlético-MG reverteu a desvantagem do jogo de ida, empatou no agregado e carimbou vaga nas semifinais da Copa Sul-Americana nos pênaltis, depois de vencer o Santos por 4 a 2 no tempo normal na Arena MRV. A classificação veio com sabor de redenção para um time que havia ido mal na Vila Belmiro — e ainda contou com a provocação do mascote arrastando um peixe inflável.

Domínguez, visivelmente satisfeito, enalteceu a mudança de postura da equipe: mais intensidade, controle e personalidade no primeiro tempo. O técnico destacou que a confiança do elenco nasceu do trabalho diário e da entrega coletiva, lembrando que a vitória é do grupo, não apenas de um herói isolado.

O herói da noite foi o goleiro Gabriel Delfim, que defendeu três cobranças nas penalidades. O treinador ressaltou que o goleiro vinha sendo observado nos treinos e que a confiança no substituto de Everson — ausente por lesão — foi fruto do esforço diário. Ainda assim, Domínguez não deixou de afirmar a importância do capitão e da coletividade na campanha.

No plano tático, o técnico manteve Lyanco entre os titulares mesmo após críticas pela atuação na Vila Belmiro e trocou Vitor Hugo por Vitão para facilitar a saída de bola. Domínguez justificou a escolha pela capacidade de construção de jogadas de Lyanco, necessária para controlar a partida. O Atlético volta ao Mineirão no sábado, às 16h, contra a Chapecoense pelo Brasileirão.