O Galo mostrou, mais uma vez, que não se entrega: com muita garra e maturidade, o Atlético de Eduardo Domínguez reverteu o placar e venceu o Santos por 2 a 1 na Arena MRV. A virada nos minutos finais, construída com bola aérea e um voleio decisivo, traz alívio e pontos valiosos na briga pela vaga na Libertadores.

No primeiro tempo o Atlético teve maior posse e tentou o jogo pelo lado direito, onde Natanael apareceu continuamente no ataque para dar profundidade. Essa postura, porém, abriu espaços pelas costas que o Santos tentou explorar, com Caballero procurando tabelas com Gabigol. Alexsander apareceu como opção de avanço, enquanto Borbas teve dificuldades para segurar a bola diante da marcação adversária.

Na etapa final o time manteve o volume, alternando ataques por dentro e tentativas pelo alto — estratégia que rendeu com Vitor Hugo nas cobranças de escanteio. Domínguez mexeu no banco sem alterar o desenho tático, e a partida ficou mais pegada, com cartões e ritmo intenso. Gabigol anotou a princípio, mas o empate veio logo depois em jogada aérea; já nos instantes finais, Natanael cruzou e Thiago Borbas definiu com um belo voleio.

A leitura do jogo confirma duas virtudes: caráter coletivo e capacidade de reação. Mas também escancara pontos a corrigir — sobretudo a exposição defensiva quando Natanael avança e a limitação de opções no último terço quando Borbas não consegue segurar jogo. A vitória dá moral e soma pontos cruciais, mas o Galo precisa ajustar detalhes para não depender só de lampejos lateis na sequência do campeonato.