O Atlético-MG recuperou fôlego desde o retorno do Brasileirão após a pausa para a Copa do Mundo. Sem derrotas nos últimos compromissos pela competição nacional, o Galo subiu no ritmo e hoje ocupa a 11ª colocação, com 31 pontos — quatro a menos que o Cruzeiro, que fecha o grupo de classificação à Libertadores na quinta posição.

Os números mostram que a melhora teve impacto nas projeções. Segundo cálculos de Gilcione Costa, do departamento de matemática da UFMG, enviados ao Lance!, o time alvinegro tem agora 19,5% de chances de terminar o Brasileiro entre os classificados para a Copa Libertadores. A probabilidade de disputar a Copa Sul‑Americana é maior: 53,1%. O risco de rebaixamento existe, mas é baixo, estimado em 2,7%.

O cenário, porém, segue frágil para quem almeja o principal torneio continental. A margem até o pelotão de cima é estreita; transformar a sequência recente em uma arrancada sustentável exigirá regularidade e rendimento fora de casa. Do ponto de vista da diretoria e da torcida, trata‑se de uma janela para reduzir pressão e consolidar um projeto competitivo, sem depender de flutuações nas projeções estatísticas.

Na prática, o Galo precisa converter bom momento em resultados consistentes nas próximas rodadas. A realidade do calendário e a proximidade pontual com a zona de Libertadores colocam o time sob cobrança: não basta embalar partidas isoladas, é preciso manter intensidade e evitar recuos que podem transformar uma possibilidade plausível em nova frustração.