Atlético-MG e Juventude se reencontram neste sábado, às 19h30, na Arena MRV, pelas oitavas da Copa do Brasil — e a lembrança do duelo dramático de 2016 volta a rondar a torcida alvinegra. Naquela eliminatória, um atacante argentino foi peça-chave: Lucas Pratto marcou no jogo de ida e converteu sua cobrança na disputa por pênaltis na volta.

Hoje aos 38 anos, Pratto defende o Coquimbo Unido, do Chile. Pelo clube, foi campeão chileno e venceu a Supercopa; também vive a campanha continental na Libertadores e, segundo o clube, alcançou a marca de 100 jogos na história da competição, entrando em um grupo restrito de jogadores com esse registro. Pelas estatísticas do Coquimbo, até aqui soma 28 partidas e quatro gols.

O vínculo afetivo com o torcedor do Galo vem de 2015 a 2017: em 107 jogos, Pratto marcou 42 vezes pelo Atlético. O gol contra o Juventude nas quartas de final da Copa do Brasil saiu de um cruzamento de Carlos César e definiu o triunfo por 1 a 0 na partida de ida — um resultado que fez falta ao adversário na sequência do confronto.

Na partida de volta, o Juventude venceu por 1 a 0 e levou a vaga para a disputa de pênaltis. O goleiro Victor brilhou com duas defesas, mas a cobrança de Pratto também entrou para a memória: executada com uma cavadinha, consolidou a vaga do Atlético por 4 a 2. O Galo avançaria às semifinais, eliminaria o Internacional e acabaria vice-campeão diante do Grêmio.

Mesmo distante, Pratto segue sendo lembrança de momentos decisivos. No Coquimbo, passou por trabalho de recondicionamento antes da fase de grupos da Libertadores e alternou entradas e titularidade; conforme relatos locais, vinha sendo usado como opção em alguns jogos. Neste reencontro com o Juventude, a presença do argentino na lembrança do torcedor adiciona um componente emotivo ao clássico moderno — mais uma linha da história que o Galo carrega em mata-mata.