A noite teve jogo, classificação e reverberação. No empate que deu ao Galo a vaga nas semifinais da Sul-Americana, as falas de Neymar no jogo de ida voltaram a ser lembradas na Arena MRV. Mesmo sem entrar em campo, o atacante do Santos foi motivo de provocações por parte da torcida e assunto nos vestiários.

Bernard, assumidamente atleticano, admitiu que a provocação incomodou mais por vir de fora da instituição que ele representa: disse sentir o dever de defender o clube que lhe dá sustento. Reinier, autor de gols decisivos, confirmou que o grupo sabia das provocações, mas relativizou: para ele, a prioridade foi o desempenho em campo e a entrega coletiva.

Gustavo Scarpa também minimizou a ideia de motivação extra, observando que provocações fazem parte do jogo e que críticas ao futebol costumam ser contraditórias quando isso acontece. Cuello seguiu na mesma linha, avaliando como natural a troca de provocações entre torcida e jogador. O goleiro Gabriel Delfim foi questionado sobre quem teria a última risada, numa referência ao embate verbal, sem transformar o tema no foco principal da coletiva.

No fim, o que ficou foi a classificação e a reação da Massa: o Galo mostrou em campo que responde com futebol. A provocação entrou no repertório do clube e da torcida, mas, segundo os próprios jogadores, a chave foi profissionalismo e foco — e é assim que a gente quer ver a equipe seguind o caminho rumo ao título.