O Grêmio consultou nos últimos dias a situação de Igor Gomes, meia do Atlético-MG, em busca de opções para o setor ofensivo. Até a tarde desta segunda-feira não havia oferta oficial do clube gaúcho. O jogador tem vínculo com o Galo até dezembro e, por isso, pode assinar um pré-contrato para 2027; qualquer liberação imediata neste segundo semestre precisaria ser negociada entre as partes — cenário que, segundo apuração, não deve ser excessivamente dificultado pela diretoria atleticana.

A decisão do Atlético-MG de comunicar ao atleta que o contrato não será renovado é um gesto claro de avaliação técnica e de planejamento. Igor Gomes foi pouco aproveitado por Eduardo Domínguez neste ano: são 14 partidas disputadas, a última delas em 29 de abril, contra o Cienciano, quando ficou 45 minutos em campo. No perfil ofensivo, enfrenta concorrência de Victor Hugo, Bernard e Gustavo Scarpa; como segundo volante, tem à frente Alexsander, Maycon e Cissé.

Do ponto de vista do Galo, a opção por não estender vínculo com o jogador reduz custos e abre espaço no elenco, mas também encurta o leque de alternativas para o segundo semestre, período em que o clube disputa competições continentais e o Brasileiro. Uma liberação antecipada poderia aliviar a folha e permitir ajustes imediatos, mas tem custo esportivo: perde-se um elemento de versatilidade no meio, mesmo que pouco utilizado.

Para o Grêmio, a sondagem é natural diante da possibilidade concreta de assinar um reforço sem transferência onerosa para 2027. Sem proposta formal, porém, a situação permanece em aberto; qualquer avanço dependerá da disposição do Atlético-MG em negociar a saída já neste semestre e do próprio jogador, que terá de escolher entre buscar mais minutos agora ou aguardar o fim do vínculo para mudar de clube.