A Massa vai pra cima. Nesta quarta-feira (16), o Atlético tem pela frente uma missão clara: buscar a virada sobre o Santos, depois do 2 a 0 sofrido na Vila Belmiro. Mais do que tática, a partida coloca Eduardo Domínguez diante de escolhas que misturam hierarquia e momento: manter nomes consagrados ou premiar quem chega em melhor fase.
No setor defensivo a disputa é direta. Com Ruan lesionado e Léo Duarte apenas recuperado recentemente, Vitão cresceu na janela de oportunidades: entrou nos clássicos contra o Cruzeiro e foi titular no triunfo por 3 a 0 sobre o Grêmio, quando ainda anotou um dos gols. Lyanco, que começou a ida na Vila Belmiro, busca reencontrar a forma após a lesão, mas viu sua atuação contra o Santos ser questionada pela torcida. A decisão passa pela avaliação do rendimento imediato e pela confiança que cada opção oferece para segurar o avanço santista.
No ataque o dilema tem cara parecida: Cassierra carrega a hierarquia e o histórico recente com Domínguez, mas acumula um jejum de 18 jogos sem balançar as redes — mais de quatro meses — e atuações discretas. Do outro lado, Reinier aparece mais participativo: nos últimos cinco jogos foram dois gols e uma assistência. O técnico precisará decidir se opta por manter a referência nominal ou por quem apresenta números e ritmo melhores no momento.
A escolha de Domínguez não é mero detalhe tático: ela pode influenciar diretamente a capacidade do Galo de reagir e reverter o placar agregado. Para a torcida, a expectativa é clara — ousadia na escalação e foco na entrega. Se o time quiser sonhar com a vaga, o treinador terá de transformar o sentimento do torcedor em opções concretas dentro de campo.