A Massa entra no Mineirão com a mesma expectativa e inquietação de outras noites inesquecíveis. Depois do 2 a 0 sofrido na Vila Belmiro, o Atlético tem pela frente a missão clara: vencer por dois gols para levar a decisão às penalidades ou por três para garantir a vaga no tempo normal. É um desafio que pede alma, organização e pressão desde o primeiro minuto.
O placar de 2 a 0 não é novidade traumática para o torcedor alvinegro — é, antes, um gatilho da memória. Em quatro ocasiões recentes o Galo conseguiu transformar esse déficit em festa: duas vezes durante a trajetória rumo à Libertadores de 2013 e outras duas na caminhada do título da Copa do Brasil em 2014. Esses precedentes alimentam a crença de que é possível virar a chave com o Mineirão ao lado.
Na Libertadores de 2013 o roteiro repetiu-se em momentos decisivos. Contra o Newell's Old Boys, o Galo perdeu em Rosário por 2 a 0 e retornou ao Independência para devolver o placar, forçar as penalidades e avançar. Na final contra o Olimpia, outra derrota por 2 a 0 no jogo de ida exigiu do time a mesma reação no Mineirão — Jô abriu o caminho e Leonardo Silva fechou nos minutos finais, levando a decisão para os pênaltis, onde o clube conquistou a taça.
Em 2014 o filme voltou na Copa do Brasil. Depois de perder por 2 a 0 para Corinthians e Flamengo fora de casa, o Atlético venceu os dois duelos em Belo Horizonte por 4 a 1, superando resistências que pareciam definitivas. Aquela sequência coroou a campanha com o título diante do Cruzeiro e deixou claro que a combinação de torcida, coragem e momentos decisivos pode virar um confronto. Contra o Santos, o desafio técnico é diferente, mas a lembrança dessas noites funciona como combustível — e a Massa espera que a história se repita.