Hulk chega à partida contra o Flamengo, na Arena MRV, com 14 jogos sem marcar pelo Atlético-MG. Se não balançar as redes neste domingo, igualará a pior sequência de sua passagem pelo clube, registrada no ano passado, quando ficou 15 partidas sem gols. O contexto aumenta a cobrança sobre o camisa 7, especialmente depois de declarações que indicaram um possível fim de ciclo no Galo.

O atacante admitiu existir 'pendências' com o clube, mas disse que não pretende expor o tema publicamente. Em tom ponderado, ressaltou que teve poucas oportunidades claras para finalizar nas últimas partidas e lembrou sua participação direta em jogadas decisivas: são cinco gols e três assistências na temporada de 2026, além de participações ativas em gols do time mesmo sem marcar.

Desde o último gol — um hat-trick contra o Itabirito, em 14 de fevereiro — Hulk acumulou três jogos pelo Estadual, nove pelo Brasileiro, um pela Sul-Americana e um pela Copa do Brasil sem balançar as redes. Apesar do jejum, permanece como jogador com maior participação em gols do elenco nesta temporada, o que mitiga, até certo ponto, a crítica puramente estatística.

A sustentação da confiança, porém, passa por resultados imediatos. A comissão técnica liderada por Eduardo Domínguez terá de decidir se aposta no capitão diante do Flamengo ou se busca alternativas para desafogar a pressão. Para o torcedor e para o clube, a partida tem valor simbólico: além de pontos, é um termômetro sobre a viabilidade do discurso de renovação ou da necessidade de acelerar uma transição no meio do ano.