Fluminense, Atlético-MG e o próprio Hulk se movimentaram nos bastidores desde segunda-feira em busca de um desenho que viabilize a transferência do atacante para o clube carioca. Embora não exista ainda um encontro final, as tratativas voltaram a se intensificar com consultas entre as partes sobre o formato do negócio.
O episódio do atacante deixando o vestiário antes do clássico contra o Flamengo e a rotina de treinos à parte no CT na manhã seguinte reacenderam a necessidade de um desfecho organizado. No início do ano, as primeiras conversas foram marcadas por turbulência e a sugestão, por parte do clube, de um documentário que indicava aposentadoria — gesto que foi interpretado por Hulk como desprestígio, já que ele aguardava uma proposta de renovação.
Agora, segundo os envolvidos, há disposição mútua em superar o capítulo conturbado. O Atlético busca, além de concluir a operação, desfazer a impressão pública de desrespeito e permitir que o atacante tenha uma despedida compatível com seu status no clube. Por isso a interlocução tem sido ampla: ouvir o jogador, o Fluminense e ajustar os próximos passos para reduzir atritos.
O caso expõe, na prática, um ponto de tensão na gestão de atletas veteranos e na comunicação institucional do clube. Mesmo sem decisão fechada, a pressa em construir uma saída sem desgaste funciona como sinal de que a diretoria quer preservar imagem e relacionamento com a torcida — tarefa que passará pela capacidade de transformar o acerto esportivo em um desfecho minimamente consensual.