Hulk aparece entre os jogadores que mais arriscaram de fora da área neste Brasileirão — 16 finalizações até aqui — mas ainda não converteu nenhuma delas em gol. O contraste com o desempenho do campeonato é curioso: embora a quantidade de chutes de longe siga baixa, a eficiência das conclusões de fora atingiu o melhor índice desde 2013.

O levantamento do Gato Mestre mostra 47 gols em 1.287 finalizações de fora da área nas 12 primeiras rodadas, ou um gol a cada 27,3 tentativas. Dentro da área a eficácia é muito maior: um gol a cada 6,5 finalizações. Em números práticos, arriscar de fora exige três vezes mais oportunidades para produzir o mesmo resultado que um arremate interno.

Alguns nomes se destacam pelo volume: Andrés Gómez lidera com 19 chutes de longe; Hulk, Lucas Barbosa e Matheus Pereira têm 16 cada. Desses, apenas Matheus Pereira (Cruzeiro) converteu; Matheus Martins, do Botafogo, aparece como o único com dois gols de fora no torneio. Para o Galo, a estatística expõe um problema de eficiência individual que custa oportunidades ao ataque.

A situação pede respostas: se a equipe mantém liberdade para o camisa 7 arriscar, precisa haver maior precisão ou variação nas jogadas para levar a bola ao interior da área, onde a taxa de conversão é bem mais alta. Do ponto de vista técnico e tático, transformar volume de tentativas em ameaça real continuará sendo desafio para o Atlético-MG.