Hulk carrega um rótulo que mistura brilho e cicatriz. Último paraibano a disputar uma Copa do Mundo pelo Brasil, em 2014, o atacante chegou ao Mundial embalado pela conquista da Copa das Confederações em 2013, mas viu a trajetória coletiva virar um dos episódios mais dolorosos da história da Seleção: o 7 a 1 para a Alemanha no Mineirão.
No ciclo de 2014 Hulk foi presença constante: titular na fase de grupos e peça usada nas fases eliminatórias. A campanha teve momentos de expectativa — inclusive a polêmica do gol anulado contra o Chile — e terminou com a marca física e simbólica daquele atropelo alemão, que até hoje pesa na memória do torcedor.
A carreira do jogador pelo Brasil registrou 49 partidas e 11 gols, com a única taça da seleção sendo a Confederações de 2013; desde 2021 ele não é convocado. Em paralelo, Hulk viveu uma passagem marcante pelo Atlético-MG, onde reativou sua trajetória de alto rendimento em nível de clubes antes de decidir rumar para o Fluminense pouco mais de um mês atrás.
Para o torcedor do Galo, a perda significa o fim de uma fase de protagonismo ofensivo que ajudou a montaria do time nos últimos anos. Ao mesmo tempo, o destino do jogador — descanso e expectativa de estreia no Fluminense só após a Copa, provavelmente contra o Bragantino — fecha um capítulo e abre outro, com saudade e cobrança natural de quem vestiu a camisa do clube.