A ausência de Hulk na escalação oficial do Atlético-MG virou um episódio central da goleada sofrida para o Flamengo na Arena MRV. O atacante chegou a constar na relação divulgada ao adversário, estava no estádio e saiu antes do apito inicial — a opção foi tomada para que ele não completasse o 13º jogo do Brasileirão, o que impediria uma negociação com clubes do país. Eduardo Domínguez disse ter ficado surpreso com a decisão e preferiu não entrar em detalhes em coletiva.
Segundo o diretor Paulo Bracks, houve contatos de um clube brasileiro no sábado; o staff do jogador e representantes do Atlético se reuniram na tarde do jogo e, em comum acordo, optaram por afastar Hulk do confronto. A informação sobre o interesse interno aponta o Fluminense como provável destino, segundo apurou o ge. O episódio reforça o clima instável que já vinha do lado de fora do campo, com declarações recentes de jogadores que tensionaram o ambiente.
Dentro de campo, o resultado não perdoou. O time sofreu três gols ainda no primeiro tempo e permitiu a confirmação do placar com um quarto tento nos minutos finais. Domínguez avaliou que o problema não foi a criação de jogadas — o Atlético finalizou 18 vezes, o dobro do adversário —, mas a eficiência na conclusão: chance criada sem aproveitamento e erros defensivos que custaram caro.
No plano institucional e esportivo, a combinação entre desentendimento sobre a participação de Hulk, declarações extracampo e a derrota amplia a cobrança sobre comissão e elenco. Domínguez rejeitou qualquer intenção de deixar o cargo e pediu blindagem para o grupo; agora o calendário não dá trégua: quarta-feira há jogo decisivo em Cusco, contra o Cienciano, e no sábado vem o clássico com o Cruzeiro. Para a torcida, a goleada marca mais um capítulo de frustração e aumenta a pressão por respostas imediatas.