Há exatos dois meses sem balançar as redes, Hulk atravessa a terceira maior seca de gols desde que veste a camisa do Atlético-MG. O último gol do atacante foi em 14 de fevereiro, quando assinou o primeiro hat-trick pelo clube na goleada sobre o Itabirito, pelo Campeonato Mineiro. Desde então, entrou em campo em 11 oportunidades sem marcar.
Apesar da ausência de gols, Hulk ainda contribuiu com duas assistências no período e segue como o jogador com mais participações em gols do Galo na temporada: oito no total (cinco gols e três assistências). Atrás dele, Reinier e Dudu somam quatro gols e duas assistências cada, e Scarpa aparece com duas redes e quatro passes para gol — todos com seis participações.
O próprio atacante respondeu às críticas nas redes sociais, afirmando que a postura será focar no trabalho em vez de ceder à fácil crítica pública. As estatísticas, porém, são duras: a seca atual é superada apenas por dois períodos anteriores de jejum na carreira no clube — um de 15 jogos entre agosto e outubro de 2025 e outro de 12 jogos entre o fim de 2024 e o início de 2025.
No plano prático, a sequência sem gol evidencia mais do que um momento individual: revela a irregularidade do setor ofensivo do Atlético e aumenta a cobrança sobre o camisa 7. A manutenção de Hulk como titular é compreensível pela influência e pelas participações em jogadas, mas a torcida e a comissão técnica veem a urgência de respostas — seja em ajustes táticos ou na busca de alternativas que retomem a eficiência goleadora do time.