A saída de Hulk do Atlético-MG ganhou contornos mais definidos nesta semana. A advogada do jogador, Marisa Alija, tem encontro agendado com o diretor-geral do Fluminense, Mário Bittencourt, nesta quarta-feira no Rio de Janeiro para alinhar detalhes do acerto. No clube, a negociação é tratada como bem encaminhada, enquanto o vice-presidente de futebol, Paulo Bracks, está no Peru com a delegação que enfrenta o Cienciano pela Sul-Americana.
O corte do atacante do jogo contra o Flamengo, quando ele já estava no vestiário da Arena MRV, reforçou a sensação de fim de ciclo. Com 12 partidas disputadas na Série A, Hulk ficaria impedido de atuar por outra equipe se tivesse entrado em campo — e a decisão do clube veio logo após o desabafo do atacante na zona mista, após o duelo com o Ceará pela Copa do Brasil. O jogador também foi visto atendendo torcedores na porta do CT, gesto que alimenta a pauta sobre uma despedida organizada.
O Atlético busca conduzir a saída com respeito à trajetória do atleta. Hulk chegou ao Galo em 2021 e ajudou a construir a era mais vitoriosa recente do clube: campeão brasileiro (2021), da Copa do Brasil (2021), da Supercopa (2022) e de cinco estaduais (2021–2025), além de marcas e prêmios individuais. Há sinalização de que um jogo de despedida não está descartado e que o Fluminense, a princípio, não se opõe à formatação desse desfecho.
Além do simbolismo, a eventual transferência traz desafios práticos para o clube. O Atlético terá de lidar com a perda de liderança técnica e de apelo comercial, além de planejar reposição no elenco sem descuidar das contas. A ausência de dirigentes-chave em momentos decisivos e a necessidade de diálogo transparente com a torcida exigem que o Galo administre tanto o legado do jogador quanto o impacto esportivo e financeiro da saída.