Hulk concedeu entrevista ao Sportv e fez um balanço público sobre a saída do Atlético-MG, tema que vinha sendo tratado nos bastidores desde o início do ano. Segundo o atacante, o interesse do Fluminense foi tratado com tranquilidade em janeiro, sem acordo naquele momento; as conversas se reacenderam em maio e terminaram na rescisão contratual que o liberou para assinar com o clube carioca.
O jogador reconheceu que o Galo vinha tocando um processo de renovação do elenco, com mudança de perfil e necessidade de enxugar a folha salarial, e admitiu ter ouvido esse diagnóstico da direção mesmo sem diálogo direto sobre sua situação. Hulk afirmou ter recebido a trajetória no Atlético com respeito e lembrou o vínculo afetivo com a torcida e profissionais do clube, citando gestos de despedida e homenagem antes da saída.
Entre os pontos que causaram desconforto, ele destacou a proposta — feita pelo Atlético durante as negociações — de produzir um documentário sobre a passagem pelo clube, algo que o atleta interpretou como sugestão de aposentadoria antecipada e rejeitou. Hulk disse não ver sentido em encerrar a carreira naquele momento e informou que manteve um camarote na Arena MRV, pensado para acompanhar o time e levar a família aos jogos no futuro.
A fala de Hulk sobre diferenças de responsabilidade tática no Fluminense provocou repercussão após sua estreia pelo novo clube, reacendendo o debate sobre a transição e o papel da liderança dentro do elenco. Sem acusações diretas, o relato do atacante deixa claro que a separação foi administrativa e trabalhada em cenário de reestruturação no Atlético — um fechamento que preserva vínculos, mas também evidencia opções estratégicas do clube diante de limitações financeiras.