Questionado sobre a possibilidade de Neymar voltar à Seleção para a Copa, Hulk preferiu não alimentar a polêmica. O atacante do Atlético-MG reconheceu a qualidade do jogador do Santos e afirmou que a escolha de quem vai à seleção é responsabilidade de quem escala — citando o nome do treinador — e depende do merecimento de cada atleta. Os dois foram companheiros no Mundial de 2014, lembrança trazida pela imprensa no momento da pergunta.

A declaração ocorreu em um contexto desconfortável para o próprio Hulk: o jogador foi apontado como um dos que tiveram uma noite abaixo do esperado na partida mais recente do Atlético-MG. Na mesma avaliação, nomes como Alan Franco e Reinier também receberam notas negativas, segundo relatórios de atuação publicados após o jogo. O contraste entre elogiar um rival e conviver com críticas locais aumenta o tom das perguntas.

Do ponto de vista político dentro do clube e junto à torcida, a resposta tem uma vantagem óbvia: evita confronto direto e mantém distância de um debate público que costuma polarizar. Mas há um custo prático. Quando um jogador que enfrenta questionamentos de rendimento fala sobre a seleção, a fala ganha peso limitado — e tende a ressaltar que sua prioridade imediata deveria ser recuperar a forma e os resultados pelo Atlético.

No fim das contas, a questão da convocação segue aberta e técnica: há muitos postulantes com argumentos a favor e contra. Para Hulk, mais do que declarações públicas, será a consistência em campo que definirá seu papel nas próximas avaliações. No curto prazo, resta ao atacante converter a retórica prudente em desempenho que justifique qualquer convites às pressas.